quarta-feira, 29 de agosto de 2012

# ESTUDANTES PEDEM O FIM DA GREVE E COBRAM POSIÇÃO IMEDIATA DO GOVERNO

Sem acordo, universidades federais estão sem aula há mais de três meses
A greve das federais, que já dura mais de 90 dias, uniu a comunidade acadêmica em todo o território nacional com professores, técnicos administrativos e estudantes lutando pela mesma causa – a melhoria na educação pública do país. Contudo, a demora do governo em atender as reivindicações vem causando uma perda significativa das aulas, com sérios riscos de comprometer todo o ano letivo.
Durante o período de paralisação, o governo ofereceu apenas duas propostas aos grevistas. A última, apresentada no dia 24/7 foi aceita pela Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), mas rejeitada pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino (Andes) e pelo Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica e Tecnológica (Sinasefe).
Em comunicado divulgado no último dia 18/8, o Andes informou que a paralisação dos professores das universidades federais está mantida na maioria das instituições. De acordo com o comando de greve, docentes de 57 universidades decidiram em assembleia pela sua continuidade.
Segundo o presidente da União Catarinense dos Estudantes, Dérique Hohn, os estudantes estão unidos e querem pressionar o governo por respostas concretas. ‘’ Estamos fazendo mobilizações com o objetivo de mostrar para a sociedade que estamos organizados. Queremos que o governo federal atenda às reivindicações dos grevistas para que as aulas possam retornar o mais rápido possível.
MOBILIZAÇÕES PELO PAÍS EXIGEM O RETORNO DAS AULAS
Apesar dos estudantes defenderem as pautas dos professores, eles esperam que as aulas voltem com urgência. Nos estados de Minas Gerais, Amazonas e Pernambuco há reuniões constantes com o comando de greve para pressionar o governo. Já na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), um ato reuniu na cidade de Pato Branco na última segunda-feira (20/08), milhares de estudantes que se mobilizaram e foram até as ruas, com o objetivo de mostrar sua insatisfação com os rumos da paralisação.
Segundo o presidente da União Paranaense dos Estudantes (UPE), Rafael Bogoni, o governo está tratando a questão da greve nas federais de uma maneira irrelevante. “Vamos nos mobilizar e mostrar para a sociedade e para governo que os estudantes estão sem aula, e que a cada dia que passa pior é o tratamento do governo em relação a esse assunto. Queremos aulas já”, explicou.
No estado de Santa Catarina acontecerá um ato na cidade de Joinville, nesta quarta (22/08) com concentração às 10h na Praça da Bandeira. A iniciativa partiu da União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Catarinense dos Estudantes (UCE), juntamente com professores. O objetivo é chamar a atenção das autoridades para que as reivindicações sejam atendidas e as aulas voltem ao normal.
 
Por; Coletivo USES de Comunicão
Fonte; UPES de Comunicação

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

# NOTA PÚBLICA DA UPE E UPES EM REPÚDIO À INICIATIVA DA SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, POR FECHAR CONVÊNIO COM A WALMART.

Curitiba, 31 de Julho de 2012.
A União Paranaense dos Estudantes (UPE) e a União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPES) vem a público declarar repúdio total a iniciativa da Secretaria de Estado da Educação (Seed), que celebrou o acordo com a norte-americana Walmart para preparar quadros para a multinacional de supermercados. Os estudantes do Estado do Paraná, expõem aqui a sua contrariedade total à atitude do Sr. Governador Beto Richa e do Secretário de Estado da Educação, Flávio Arns. Queremos o fim deste convênio escravista com a Multinacional WalMart.
Queremos uma educação pública e de qualidade nas escolas de todo o estado do Paraná, com professores bem pagos, e valorizados, salas de aula equipadas, formação digna, e diversos avanços que sim, são possíveis. Nós estudantes não somos mão de obra barata para sermos comercializados em convênios governamentais, apenas por interesses individuais e políticos.
O governo Federal tem nos últimos anos investido muito na abertura de Institutos Federais (IFs), na valorização do Programa Nacional do Ensino Técnico (PRONATEC), por todo o Estado do Paraná. É Necessário uma política de capacitação de mão de obra qualificada, mais eficaz no nosso estado, e que não necessite de convênios como este, o ensino técnico deve favorecer o desenvolvimento do nosso país e não o lucro de multinacionais, como Wal Mart.
Para quem não conhece o convênio, o termo, assinado na semana passada entre a Seed e o Instituto Walmart, cria o "Programa Escola Social do Varejo", nada mais que um serviço de treinamento de mão-de-obra para atender às necessidades imediatas do comércio varejista - e não para oferecer uma efetiva formação profissional ao público a que nominalmente se destina, jovens de 16 a 24 anos, matriculados no ensino médio nas escolas estaduais.
A parceria com a multinacional do varejo - área sabidamente problemática pelos abusos trabalhistas - está em consonância com a política da Seed no atual governo de restrição ao ensino profissional público.
A educação pública viu novamente a forma de o governo Richa encarar o ensino profissional com a não abertura de turmas para o segundo semestre de 2012 (parcialmente revertida na semana passada).Todas estas preocupações serão trazidas para a mesa de negociações com a Seed nesta terça-feira, em Curitiba.
Queremos respostas, queremos uma educação justa e para todos.
NÃO AO CONVÊNIO SEED E WALMART!
NÃO ÀS EMPRESAS MULTINACIONAIS EM NOSSAS ESCOLAS!
POR UMA ESCOLA DE TODOS OS PARANAENSES E PARA OS TODOS PARANAENSES.. E NÃO PARA O GOVERNADOR E SUA EQUIPE.
União Paranaense dos Estudantes Secundaristas
União Paranaense dos Estudantes
União Sarandiense dos Estudantes Secundaristas